Enxergando diferente

Olá!

Tive um tempinho vago, minha professora faltou, então aproveitei para escrever um pouco...não consigo mais ficar sem entrar e escrever no blog!

Na próxima aula apresentarei meu trabalho de Educação Inclusiva! Estou nervosa! Eu e a Lúcia vamos falar sobre a deficiência visual. Resolvi não me expor muito e aproveitar o tema da aula seguinte, que é a deficiência visual, para aprofundar mais sobre o assunto. Nosso projetinho foi mostrar um problema e uma proposta de solução para a professora.

Escolhemos a deficiência visual também porque na escola do filho da Lúcia, minha amiga, tem três alunos que são cegos, e as professoras encontram dificuldades para lidar e incluí-los na aula. Então entrevistamos o garotinho da sala do filho dela, e ele nos contou várias coisas interessantes e situações que passou com os coleguinhas e de como eles o ajudaram e ajudam durante as aulas. Nós também quisemos inovar um pouco e fizemos joguinhos e materiais inclusivos para esses alunos, e doamos para a escola.

Ver as crianças usando o material nos deixou muito emocionadas, tiramos fotos e colocamos nos slides, junto com os depoimentos.

Sonho ainda com o momento que todas as pessoas tratem as pessoas que tem deficiências de uma maneira humana e natural, nos enxergando (pois também faço parte) como capazes de realizar várias tarefas também, porque nossas deficiências são somente alguns obstáculos muitas vezes superados quando nos é dada oportunidade.

Encontro comigo de ontem



Olá!

Aula de psicologia!, aprendemos sobre dois homens: Piaget e Vygostsky.

Eles não concordam muito entre si porque criaram teorias diferentes sobre alguns assuntos.

Piaget, de maneira bem resumida, procura explicar as experiências das crianças com os objetos de conhecimento (coisas, ambientes e pessoas) e porque, ao longo do crescimento, essas experiências vão mudando e elas vão vivendo o mundo de forma cada vez mais complexa e adaptativa.

Eu me identifiquei muito com essa teoria, na verdade me identifiquei com a explicação e o exemplo que a professora deu em aula. Ela mencionou como todas as pessoas têm um sentimento diferente em relação ao lugar em que cresceram e que uma experiência muito legal de se fazer é visitar esses lugares e observar como nossos valores e percepções mudaram. Vou fazer isso nessas férias, “vou me observar” quando for visitar “minha casa”.

Vou ficando por aqui nesse dia de nostalgia.

Beijos e Abraços!

A mesma história

Olá!

Nas aulas que se seguiram sobre a história da educação ouvi muito a professora repetir o que sempre ouvi e infelizmente ainda ouviremos sobre a submissão e a discriminação das mulheres.

Desde o início da colonização, os estudos se deram inicialmente e principalmente aos meninos brancos e aos índios. Já as mulheres e as meninas, tanto as da corte, as pobres, as negra e as indígenas eram educadas apenas para os afazeres do lar e ao marido. Isso ainda não mudou muito. Carregamos muito das tradições do passado. Uma visão disso é no interior de onde vim, onde os maridos saem para o trabalho e as mulheres cuidam da casa e dos filhos e no máximo aprendem bordados, pinturas ou algo assim, mas nunca pensam na formação e no trabalho fora de casa.

Mas, em se tratando de gênero, desde o início as mulheres são excluídas e até hoje existe esse preconceito. Quase não se vê mulheres na alta hierarquia, comandando empresas ou universidades, governando o país ou até mesmo ganhando altos salários. A raiz da instituição propôs que a capacidade está nos homens, mas enganam-se, pois as mulheres por sofrer preconceitos de todas as formas sempre superam e dão a volta por cima.

Eu mesmo estou fazendo minha parte!

Me incluo!



Boa tarde!

Hoje foi o primeiro dia da aula de Educação Inclusiva. Fiquei feliz, pois não sabia que existia uma matéria que tratasse de problemas referentes a deficiências, igual ao meu.

A professora deu uma explicação sobre como funciona a disciplina e estou muito ansiosa para saber o que mais posso aprender. Foi dito também sobre as leis que nos dão suporte. Na minha escola não tinha nem metade do que hoje em dia é proposto. Percebi, só depois, que todos os ambientes do meu campus são adaptados para cadeirantes, com elevadores e rampas, há também interpretes de LIBRAS para uma aluna, que é esposa do professor deste idioma.

Por mais que eu já tenha percorrido um grande caminho cheio de preconceitos e apreensões, creio que tenho que aprender sobre os meus direitos, como entender e mudar minha realidade, e como vou proceder quando atuar na profissão de pedagoga.

Enfim, espero ter bastante coisa interessante nesta matéria!!!

Prazer, Sr.Freud!



Olá!

Fui “apresentada” a um grande homem do ramo da Psicanálise, Sigmund Freud.

Mesmo de maneira bem superficial, já tive algumas vezes em que ouvi falar sobre “Freud”.

O trabalho de Freud mexeu comigo porque é até um pouco romancista. Ele busca através de muito trabalho desvendar as motivações inconscientes dos seres-humanos, ou seja, ele trabalha para conseguir desvendar as causas internas que levam as pessoas às suas atitudes, causas inconscientes à pessoa como medos, sonhos e fantasias.

Também aprendemos sobre o “Id” que é mais ou menos como nosso instinto humano, o “Ego”, que é onde guardo meu conhecimento, linguagem etc, e o ”Super Ego” que funciona como uma censura própria segundo a cultura do indivíduo (na minha terra isso se chama “Ter modos”).

Bom, vou continuar minhas leituras e passando o que eu compreender para vocês!, Por enquanto está sendo muito interessante!

Beijos e Abraços.

Continuo crescendo

Percebi o quanto eu mudei em relação ao início das aulas na faculdade. Parece que meu olhar está diferente, observo o cenário ao meu redor com muito mais sensibilidade que anteriormente. Essas percepções são em relação a inclusão da criança na escola no passado e de como ela é feita hoje. Nas aulas, a professora tem apresentado uma série de assuntos referentes a políticas públicas da educação e falando do grande leque de possibilidades da inserção de alunos portadores de alguns tipos de deficiência na escola.

Quando lembro como foi a minha entrada na escola depois do meu acidente, vejo o quanto foi difícil para eu aceitar e me adaptar a nova realidade e também como foi difícil para os outros alunos e professores se adaptarem também a mim, pois a própria estrutura da escola não comportava uma cadeirante, e ainda mais em uma escola com dois andares igual a que eu estudava. Tiveram que mudar de andar, adaptar a entrada das salas, e mandar fazer uma nova carteira, um pouco mais alta do que as outras. Todas essas iniciativas partiram da comunidade em que morava, pois minha escola não tinha muitos recursos financeiros para custear obras, e mesmo essa ajuda demorou certo tempo para acontecer. Eu fiquei afastada da escola um bom período, pedindo ajuda para a igreja mobilizar a comunidade para me ajudar, pois não havia como minha família pagar por todos os custos dessas reformas das portas, e meus pais foram muito fortes, pois havia comentários em relação a mim que eles aprenderam a relevar para não entrar em conflitos, uma vez que necessitava da sociedade em que morava para alguma para minha colocação na escola.

Levando em consideração toda essa trajetória percorrida por mim, pela minha família e por toda a comunidade, vejo que ela foi dura, e demorou um tempo enorme para acontecer, e não foi completa, pois nem banheiro adaptado havia, esperava chegar a minha casa para usar o banheiro, porém foi só indo atrás de ajuda, de apoio e dos meus direitos que pelo menos algumas das minhas solicitações e necessidades foram alcançadas. Percebo o que hoje em dia ainda estão precárias as iniciativas de inclusão em alguns lugares, mas eu aprendi através da determinação e também da minha história de vida que podemos mudar essa realidade.

Portanto, essas aulas que tenho na faculdade estão me mostrando que hoje eu não dependo somente da mobilização da sociedade, mas tenho meus direitos como portadora de uma deficiente física garantidos por lei, entre elas a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e também O AEE( Atendimento Educacional Especializado) para deficiência física, entre outras, que foram elaboradas para um atendimento mais humano e que garanta o nosso direito de freqüentar escolas e universidades. Estou aprendendo muito e espero aprender muito mais para conseguir mudar a realidade, quero ser parte desse processo de inclusão das crianças na escola, tornando essa trajetória menos sofrida como foi a minha.

Desenhando de dentro para Fora

Olá!

Bom, continuarei a contar sobre como está sendo a minha experiência aqui em São Bernardo, cursando a Faculdade de Pedagogia da UMESP. Hoje tivemos nossa primeira aula de Psicologia. A princípio fiquei bem ansiosa sobre essa aula, psicologia foi algo que sempre me despertou a curiosidade, estudar como desvendar o ser-humano e ler nas entrelinhas das suas atitudes e jeitos o que ele está querendo dizer, por querer ou sem querer.

A professora nos deu uma breve explicação de como seriam os nossos encontros. Estudaríamos um pouco de Freud, e se tratando deste, fiquei mais ansiosa ainda pois na minha vida, de vez em quando, eu acabava ouvindo alguma coisa sobre esse homem, mas nunca me aprofundei sobre ele, até porque nas leituras de minha família ele não era um frequentador assíduo. Também estudaríamos Vygostsky (sujeitinho de nome bem complicado), Piaget, Skinner e alguns outros. Desses, para dizer á verdade, nunca ouvi nada, mas a professora explicou tão bem sobre de como estudar esses homens era essencial para o entendimento de algumas coisas no universo da criança, que me deixou empolgada para as próximas aulas.

Bom, não ficamos só na conversa na nossa primeira aula. A professora nos orientou a pegarmos uma folha em branco e fazermos um ponto em qualquer parte da folha, assim fizemos, e então ela disse para desenharmos a primeiras coisa que viesse na nossa cabeça, que não deveríamos "pensar" muito, era para ser algo bem natural. Então tentei fazer exatamente isso, e sem pensar muito meu ponto começou a tomar a forma do desenho da "minha terra", meu lar. Minha casa, árvores e um céu com nuvens bem grandes e claras. O interessante é que na sala houveram muitos tipos de desenho, tracejados sem uma forma específica, corações, flores e alguns outros. A parte que fez todos ficarem muito interessados foi a explicação dada pela professora sobre o significado desses desenhos e o que nos motivou a fazê-los; foi realmente muito interessante e acho que todos acharam também porque a sala estava muito atenta. Meu desenho acabou me mostrando o quanto meu lar é importante para mim e que por mais que tenha sido também um lugar que me marcou também de maneiras traumáticas, ainda sim é onde eu me sinto segura.

Estou ansiosa pelas próximas aulas! Sinto que esse começo já me deu o gostinho do que está por vir!